[LIVRO) – PROCESSOS CRIATIVOS EM MULTIMEIOS [recursos eletronicos]: tendências contemporâneas no audiovisual e na fotografia.

Titulo: PROCESSOS CRIATIVOS EM MULTIMEIOS [recursos eletronicos]: tendências contemporâneas no audiovisual e na fotografia.

Autores: Carla C. da Silva Paiva, Juliano J. Araújo, Rodrigo R. Barreto – (Orgs.)

Ano: 2012

Resumo: Esta publicação traz análises da produção imagética em diferentes espaços de realização, interpretação e recepção. Tais projetos criativos – guiados por  diferentes sentimentos, origens socioculturais, vinculações políticas e ideologias – são terreno fértil para a pesquisa desenvolvida segundo as diretrizes interdisciplinares da linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas, cujo horizonte teórico e metodológico busca discutir as relações artísticas, sociológicas, históricas, antropológicas, pedagógicas e políticas na produção ficcional, documental e experimental. Nesta coletânea, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos do programa contribuem para sublinhar a consistência alcançada pelo referido programa, que, em 2013, completa vinte e seis anos de existência. A obra em questão se trata de uma compilação de artigos de variados autores

Link: Compilação de Artigos – Processos_criativos_em_Multimeios

https://econtents.bc.unicamp.br/omp/index.php/ebooks/catalog/book/978-85-8578-32-80

[ARTIGO] APONTAMENTOS SOBRE O CINEMA AMBIENTAL: A INVENÇÃO DE UM GÊNERO E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Titulo: Apontamentos sobre o Cinema Ambiental: a invenção de um gênero e a educação ambiental.

Autoras: Lucia de Fátima Estevinho Guido e Cristina Bruzzo

Ano: 2011

Resumo:  Suscitar polêmicas sobre o marco do cinema ambiental no Brasil, assim como uma filmografia dedicada a esta temática é o propósito deste texto. A discussão é levantada a partir de uma pesquisa realizada pelo jornalista Beto Leão que realizou entrevistas com historiadores e diretores de cinema brasileiro com a intenção de buscar um marco inicial do cinema ambiental no Brasil. A filmografia inventariada por Leão é debatida a partir da análise de algumas produções cinematográficas inseridas em categorias cinematográficas bem marcadas como o cinema nacionalista-ufanista, o cinema que acompanha as expedições realizadas no inicio do século XX, a produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo e o Cinema Novo. Posições a respeito desse marco são discutidas a luz das questões ambientais tratadas nos dias de hoje.

Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v. 27, julho a dezembro de 2011.

U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d o R i o G r a n d e – F U R G

Link: Artigo – Apontamentos Sobre o Cinema Ambiental

[REVISTA – DIALOGO EDUCACIONAL] – O cinema como componente didático da educação ambiental –

Titulo: O cinema como componente didático da educação ambiental

Autores: Fernando Zan Vieira e Ademir José Rosso

Ano:

Resumo: O artigo analisa a utilização do cinema na educação ambiental (EA). Discute-se a adequação dos filmes aos alunos e o papel mediador do professor ao propor atividades associadas a exibição de filmes na sala de aula. São apontados princípios para a utilização do cinema de impacto ambiental na promoção da EA, avaliação da recepção dos filmes, o aprendizado, a aquisição de novos valores ambientais e a mudança de atitudes. As informações obtidas e analisadas com os alunos participantes indicam o efeito positivo do cinema na aquisição de conhecimento, mudança de atitudes e valores diante do meio ambiente.

Link: Artigo – O cinema como componente didático

DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rde.v11i33.4432

[ARTIGO] As representações sociais no cinema documentário: uma análise dos filmes Chico Mendes – Eu quero viver e Migrantes

Titulo: As representações sociais no cinema documentário: uma análise dos filmes Chico Mendes – Eu quero viver e Migrantes

Autores: Perola Virginia de Clemente Mathias e Lucas Silva Moreira

Ano: 2009.

Resumo: No presente texto analisa-se a representação das questões agrárias na Amazônia e a questão da migração de trabalhadores rurais nordestinos a partir da linguagem cinematográfica. Observa-se especificamente esta questão de terras e a questão ambiental presente no filme documentário “Chico Mendes – eu quero viver” e a problematização da saga nordestina da migração no filme “Migrantes”. O cinema, de um modo geral, como forma de expressão artística, se constitui como uma representação da realidade, do mundo objetivo. É representação porque o que é apresentado pelo cinema, do outro lado da tela, não é a realidade em si, mas uma forma de apreensão desta através de registros imagéticos que, por sua vez, fazem parte do campo de visão de quem decide fazer tal registro. A representação, para chegar até nós como produto a ser conhecido, teve que passar por todo um processo técnico, dos quais participam os aparatos materiais que envolvem a produção cinematográfica. Além disto, há o tratamento subjetivo da realidade por parte de quem produz o filme, e o que nos é apresentado ali é uma forma de ver um determinado acontecimento, fato ou história, que não pode ser esgotado pelo espectador em todas as suas faces. Assim, um misto de discurso e imagem torna o cinema – e o filme em si – uma forma materializada de símbolos.

Artigo Completo: Artigo – As representações sociais no cinema uma análise dos filmes Chico Mendes – Eu quero viver e Migrantes – Perola Virginia de Clemente Mathias

[DISSERTAÇÃO] MEIO AMBIENTE: Uma interação em construção pelo som e imagem

Titulo: MEIO AMBIENTE Uma interação em construção pelo som e imagem

Autora: Kellen Maria Junqueira

Orientador : Antonio Fernando da Conceição Passos

RESUMO

Análise de um conjunto de vídeos e filmes documentários retratando a questão ambiental, alguns convencionais e outros identificados como poéticos. Discute-se a postura do realizador diante da linguagem utilizada na obra, a relação que este estabelece com o protagonista e/ou a comunidade retratada, bem como com o espectador. Aponta-se o respeito pelo outro, assim como o encontro de singularidades, a do realizador e a da situação abordada, como condição para elaborar uma linguagem mais interativa, que envolva e estimule cada um a participar da equação dos problemas ambientais vividos por nossa sociedade, promovendo emancipação social e cidadania.

Link: Dissertação – Junqueira_KellenMaria_M

http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/284188

[DISSERTAÇÃO – DIGITAL] DOCUMENTÁRIO E MEIO AMBIENTE NO BRASIL: Uma proposta de leitura ecologizante.

Titulo: DOCUMENTÁRIO E MEIO AMBIENTE NO BRASIL: Uma proposta de leitura ecologizante.

Autora: Janaína Welle

Ano 1982

RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo refletir sobre as representações fílmicas do meio ambiente e suas relações com os organismos que o constituem em suas diversas esferas. Inicialmente nos debruçamos sobre a categoria de cinema ambiental e apresentamos ao leitor a retrospectiva de um vasto leque de documentários brasileiros que, ao longo da história do cinema em nosso país, trazem em sua estrutura narrativa e estética, de maneira explícita ou tangencial, questões ambientais. Tendo em vista que o conceito de cinema ambiental é bastante impreciso e se rearranja de acordo com critérios e fronteiras estabelecidos por cada autor ou instituição e/ou com o locus em que se dá a exibição do filme, apresentamos como metodologia de investigação dessas questões nossa proposta de leitura ecologizante dos filmes, que pode ser aplicada, a princípio, na análise de qualquer obra audiovisual. Finalmente, empregamos a leitura ecologizante à análise de três documentários brasileiros: Aboio (2005), de Marília Rocha; Terra deu, terra come (2011), de Rodrigo Siqueira, e As hiper mulheres (2012), dirigido por Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro. Para a leitura de cada um desses documentários buscamos jogar luz sobre aspectos representativos das questões ambientais que vão além da temática central de cada filme. Em Aboio privilegiamos as relações entre cinema e animal; em Terra deu, terra come os jogos e o feitiço presentes nas tradições e no cinema e, em As hiper mulheres, as relações entre cosmologia e ecologia na comunidade Kuikuro.

Dissertação Completa: Dissertação – Welle_Janaina_M

http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/285174

[DISSERTAÇÃO] O CINEMA AMBIENTAL CONTEMPORÂNEO EM QUESTÃO: CRÔNICA DA LUTA POR RECONHECIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS DE TERCEIRA GERAÇÃO

Titulo: O CINEMA AMBIENTAL CONTEMPORÂNEO EM QUESTÃO: CRÔNICA DA LUTA POR RECONHECIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS DE TERCEIRA GERAÇÃO

Autor: Paulo César Da Costa Heméritas

Ano: 2011

RESUMO

Defesa de dissertação apresentada ao Centro de Ciências do Homem da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro como requisito parcial à obtenção do título de mestre em
Cognição e Linguagem A presente dissertação versa sobre a trajetória das produções de cinema sob viés ambiental realizadas a partir dos anos 60, gênese dos movimentos sociais “verdes”. O trabalho apresenta o diálogo entre as produções fílmicas e os conceitos de luta por reconhecimento e direitos humanos de terceira geração, reivindicações relativas à integridade do Ambiente.

Dissertação Completa: Dissertação – O Cinema Ambiental Contemporaneo em Questão – Autor Paulo C. da Costa Hêmeritas

UENF – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY
RIBEIRO – Campos dos Goytacazes – RJ

[MONOGRAFIA] Tecnologias de Multimeios Aplicadas à Educação para Crianças de Quatro a Oito anos

Titulo: TECNOLOGIAS DE MULTIMEIOS APLICADAS À EDUCA(ÇAO PARA CRIANÇAS DE QUATRO A OITO ANOS

Autor: Marcus Garcia de Almeida – UTP

Ano: 2003

RESUMO : Este trabalho apresenta o resultado de uma pesquisa envolvendo a aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC) à educação, com ênfase nos recursos baseados em computadores com software multimídia. São apresentadas as teorias de ensino-aprendizagem e da psicologia da aprendizagem sob o ponto de vista educacional; uma taxonomia dos softwares educacionais para facilitar o entendimento e relacionamento das diferente teorias; uma proposta de atualização da taxonomia de software educacional; uma proposta de estudo para aplicação em escolas do Ensino Fundamental com alunos da 2ª série com seu respectivo ensaio e, o processo adotado para o desenvolvimento e a estruturação do software utilizado para estudo proposto. Fica explicitado nesse trabalho que cada realidade educativa deve ser considerada em separado pela própria escola e seus atores, porque o processo de utilização de recursos baseados em computadores nas escolas é irreversível. Não devem ser as dificuldades pelas quais possam passar os educadores e as próprias instituições, o motivo pelo qual não se possa desenvolver uma forma própria de aplicar novas tecnologias de maneira proveitosa no processo ensino-aprendizagem.

Link: : TECNOLOGIAS-DE-MULTIMEIOS-APLICADAS-A-EDUCACAO_Marcus Garcia de Almeida_Curitiba UTP. 2003.

[REVISTA ELETRONICA] – Multimeios da Comunicação – ARTIGO

Titulo: Multimeios da Comunicação – ARTIGO

Autores: Andréia Cristina Alves Rinaldi, Antonio Valin Rosa, Emerson dos Santos Tivo, José Mendes de Oliveira Junior, Marcela Alves dos Reis, Sergio Silva dos Santos Junior,  Sidney Aparecido de Freitas. – Curso da Informática – FAEG

Ano: 2002

Introdução:  O trabalho tem como objetivo apresentar de forma didática os meios de comunicação  dentro de uma organização. Sinteticamente abordaremos a comunicação num todo, seus elementos, bloqueios, distorções, distinção, discriminação e sua eficácia. Para nós, futuros administradores, vale salientar, comunicar bem é expressar nossas idéias e sentimentos com clareza, mas também, é importante saber ouvir. A comunicação é uma troca de informações, idéias e sentimentos, através de palavras (na forma escrita ou oral) e também através de sinais. É de vital importância para as organizações em geral. Dentro de uma organização deverá existir um sistema de comunicação eficiente para distribuição de tarefas e afazeres, com intuito de que as ordens não sejam mal compreendidas. Multimeios De Comunicação

Artigo Completo: HEGrckOmHhph1CQ_2013-4-17-15-13-20

LIVRO] O Ensino da Comunicação frente às novas diretrizes curriculares

Titulo: O Ensino da Comunicação frente às novas diretrizes curriculares

Autores : Fernando Ferreira Almeida, Robson Bastos da Silva e Marcelo Briseno Marques de Melo. – São Paulo:

Ano: 2015

APRESENTAÇÃO: O livro reúne artigos dos mais conceituados pesquisadores e professores da área do País. A obra é a soma de conhecimentos dos diversos segmentos da Comunicação Social. Faz parte do Projeto desenvolvido pelo INTERCOM há anos, quando foi criado o Fórum para o Seminário de Ensino em Comunicação (ENSICOM). Tem como objetivo estimular o debate acadêmico e a reflexão sobre as mudanças que neste início de século, a Comunicação está passando no campo tecnológico e profissional. O livro poderá servir como apoio didático em sala de aula, ou futuras pesquisas aos docentes, profissionais e alunos.

Fernando Ferreira Almeida, Robson Bastos da Silva
e Marcelo Briseno Marques de Melo.

Palavras Chaves: Teorias da Comunicação, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Comunicação organizacional, Cinema, Rádio e Televisão, Ensino e Pesquisa.

Artigo Completo: Ensino-de-Comunicação-frente-às-Diretrizes-Curriculares

[ARTIGO] O uso dos multimeios no processo de ensino-aprendizagem na Escola General Rodrigo Otavio – EMGRO

Titulo: O uso dos multimeios no processo de ensino-aprendizagem na Escola General Rodrigo Otavio – EMGRO

Autores: Valdilene Leobino Moura Silva – UFBA. Márcio Bezerra da Silva – UFPB e Rosa Zuleide Lima de Brito – UFPB.

Ano: 2012

Paginas:

RESUMO: Apresenta, a partir da nossa observação, o uso dos Multimeios, também chamados de Recursos Audiovisuais, na Escola Municipal General Rodrigo Otavio (EMGRO). Adota como fundamentação teórica a Biblioteca Escolar e Multimeios, elencando definições e categorizações. Aborda a Biblioteca Maria Ruth de Souza do EMGRO e seu acervo de Multimeios com o objetivo, a partir de um percurso metodológico constituído das técnicas bibliográfica, descritiva e observação, apresentar o uso dos Multimeios pelos funcionários da EMGRO. Demonstra, como resultado de pesquisa, o interesse dos alunos pelos Multimeios; a falta de bibliotecários; além da falta de investimento, ações de planejamento e divulgação dos Multimeios. Conclui-se da necessidade da adoção de ações de uso dos Multimeios aos funcionários da Escola no processo de ensino-aprendizagem, destacando os professores, bem como da realização de novos estudos para acompanhar e comprovar se as ações propostas foram realmente aplicadas, e de que forma estas contribuíram no processo educativo da Instituição. Enfim, em todas as Instituições de Ensino, pesquisas como essa devem ser realizadas, já que a Biblioteca proporciona a extensão da sala de aula.

Palavras-chave:Palavras-chave: Multimeios. Recursos Audiovisuais. Biblioteca. Biblioteca Escolar. Recursos Audiovisuais. Biblioteca. Biblioteca Escolar

Artigo Completo: 106563-Texto do artigo-188171-1-10-20151026

Bibl. Esc. em Rev., Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 45-62, 2012

[REVISTA – INTERNACIONAL CIENTIFICA] Educação Ambiental, Tecnologia e Cinema: Ensaio sobre valores e Sustentabilidade – ARTIGO

Titulo: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, TECNOLOGIA E CINEMA: ENSAIO SOBRE VALORES E SUSTENTABILIDADE – ARTIGO

Autores: Ivana Ribeiro, Ivan Fortunato, Gisele Maria Schwartz3

Ano: 2016

Paginas: 18

RESUMO: Este é um ensaio que, por meio de revisão de literatura, buscou refletir sobre o uso do Cinema, entre as tecnologias de informação e comunicação (TIC) aplicadas no contexto da Educação Ambiental, como estratégia para abordar valores e sustentabilidade. O foco recaiu sobre uma abordagem fundamental para a vida, mas que tem sido preterida por outras abordagens mais utilitaristas, buscando, acima de tudo, a formação humana para a felicidade e para a harmonia no convívio com outros, com o ambiente e consigo próprio. Primeiramente, foi apresentada uma discussão a respeito de valores e sustentabilidade, destacando-se o papel da Educação Ambiental nesta abordagem. Em seguida, o foco recaiu sobre as TIC, indicando a possibilidade de uso do Cinema para a Educação em valores e sustentabilidade. Esta estratégia foi apontada como eficiente para deflagrar a utilização coerente, crítica e sensível das TIC para a Educação Ambiental e de valores sustentáveis.

Palavras Chaves: Educação Ambiental, Tecnologia e Cinema, Valores e Sustentabilidade

Link: Educação Ambiental, tecnologica e cinema- ensaio sobre valores e sustentabilidade

http://www.interscienceplace.org/isp/index.php/isp/article/view/553

[ARTIGO] Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade

Titulo: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE

Autor: Pedro  Jacobi – Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP.

Ano: 2003

Paginas: 17

RESUMO: A reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, cria uma necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação ambiental. A dimensão ambiental configura-se crescentemente como uma questão que diz respeito a um conjunto de atores do universo educativo, potencializando o envolvimento dos diversos sistemas de conhecimento, a capacitação de profissionais e a comunidade universitária numa perspectiva interdisciplinar. O desafio que se coloca é de formular uma educação ambiental que seja crítica e inovadora em dois níveis: formal e não formal. Assim, ela deve ser acima de tudo um ato político voltado para a transformação social. O seu enfoque deve buscar uma perspectiva de ação holística que relaciona o homem, a natureza e o universo, tendo como referência que os recursos naturais se esgotam e que o principal responsável pela sua degradação é o ser humano.

Palvras Chaves : Cidadania, Ecologia, Educação Ambiental.

Link: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742003000100008&script=sci_abstract&tlng=pt

Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 189-205, março 2003

[BOLETIM] Debate: Salto para o Futuro – Cinema documentário e educação – Ano XVIII boletim 11 – Junho de 2008

Titulo: Debate: Salto para o Futuro – CINEMA DOCUMENTÁRIO E EDUCAÇÃO  –

Autor:  Secretaria em Educação a Distancia – Ministerio de Educação – (Orgs) – Ano XVIII boletim 11 – Junho de 2008

Ano: 2008

Paginas: 47

Apresentação: O que caracteriza o gênero documentário? Historicamente, o cinema começa com uma filmagem documental mostrando a saída dos operários de uma fábrica, registrada pelos irmãos Lumière. Uma das forças do documentário vem dessa relação de registro, documentação, captação do real que deu ao documentário uma certa “autoridade” e legitimação. Mas, mesmo nesses primeiros registros, uma questão se impõe: uma imagem é sempre um recorte do real, traz um ponto de vista de quem filma, tem um enquadramento, pode mudar de significado ao ser montada/editada ao lado de outras imagens. Mas, mesmo nesses primeiros registros, uma questão se impõe: uma imagem é sempre um recorte do real, traz um ponto de vista de quem filma, tem um enquadramento, pode mudar de significado ao ser montada/editada ao lado de outras imagens. O documentário utiliza uma série de recursos e técnicas compartilhados pelo filme de ficção e de encenação, tem “personagens”, “cenários” e locações, toda uma série de intervenções, da câmera, do entrevistador, do narrador, do montador, que “alteram” e modificam de forma
significativa o mero “registro”. Quais seriam, então, as diferenças entre um filme documentário e um filme de ficção? Essa é uma questão decisiva para se debater a importância do cinema, do audiovisual e das imagens na cultura contemporânea. (Ivana Mendes)

Palavras Chaves: Proposta Pedagogica, Documentario e Ficçao, Documentarios – Tecnicas, Documentario na Televisão.

Link: Debate Cinema cinema documenatrio e educação – Ivana Bentes, Guiomar Ramos, Luiz Rezende, Andrea Molfetta, e Beatriz Becker

(APOSTILAS) – Referencias Bibliograficas – Disciplina e Curso de Extensão.

Segue em anexo os textos que serão utilizados nas aulas da disciplina AP545:

Apostila curso Folder Aula – Decupagem Video Assentamento SUMARE Aula – Introducao a questoes praticas de produção Aula – Introducao a questoes praticas de produção Aula – Questoes praticas de produção Aula – tema e grupos Aula História do Cinema Aula planos som luz e camera Aula_argumento Conteudo da Disciplina – 2017 Pre- Roteiro -Decupagem de todos – Assentamento SUMARE II Programa da Disciplina e Curso de Extensao – 2015 Programação e Exposição dos Professores – Curso Meio Ambiente, Questão Agrária e Multimeios Texto de Apoio – Aprenda como fazer uma edição básica no Final Cut Pro X Texto de Apoio – Lendo Imagens Cinema TExto de Apoio – Mais megapixels significa maior qualidade de imagem Texto de Apoio – O Vídeo Educativo. – Geraldo A. Lobato Franco Texto de Apoio – O Vídeo Educativo Texto de Apoio – Os tipos de enquadramento no cinema Texto de Apoio – Planilha de Orçamento Analitico de Produção Texto de Apoio – Roteiro – Tecnico – O Audiovisual como recurso de psquisa – Projeto LAP Texto de Apoio – Treinamento e desenvolvimento; Reflexôes sobre suas Pesquisas. Texto de Apoio – Tutorial – Final Cut Textop de Apoio – Técnica de iluminação com três pontos para fotografi1 Textos de Apoio – Temas ambientais relevantes

[LIVRO] – Baía de Guanabara – Descaso e Resistência

Titulo: BAÍA DE GUANABARA: DESCASO E RESISTÊNCIA

Autor: Emanuel Alencar –

Ano: 2016

Paginas: 128

Introdução: Não é uma tarefa trivial discorrer sobre os motivos de a Baía de Guanabara nunca ter se tornado um ambiente mais limpo, decorridos mais de 20 anos da implantação de programas de governo que visavam exclusivamente esse objetivo. Exemplos não faltam mundo afora de recuperações de ambientes historicamente degradados. Londres deu dignidade ao seu Rio Tâmisa na década de 1960; na Coreia do Sul, o Rio Cheonggyecheon foi despoluído em apenas quatro anos; a gigantesca Baía de Chesapeake, principal estuário dos Estados Unidos com seus impressionantes 166 mil km2, deverá estar 100% livre de poluentes até 2025. Para discutir a situação da baía, cartão-postal e local das regatas dos Jogos Olímpicos de 2016, busquei referências em mais de 30 publicações, entre textos, reportagens e artigos científicos, e em uma dezena de entrevistas com pesquisadores, ativistas ambientais, pescadores, gestores e servidores públicos. O discurso quase consensual aponta para o ambiente político como o grande vilão, determinante para os avanços bastante tímidos na despoluição. Pude notar, logo no início das apurações, um histórico de corrupção, total descuido com o erário público, falta de acompanhamento dos órgãos de fiscalização, ausência de participação da sociedade, meias verdades sendo divulgadas pelos órgãos ambientais. Informações conflitantes surgiram aos montes.

Nesses casos, busquei mais fontes – algumas se dispuseram a falar sob condição de anonimato – numa tentativa de chegar à informação mais próxima da realidade. Quando não foi possível estabelecer um consenso, lancei mão da técnica jornalística que me acompanhou por 12 anos de trabalho em redações: dei voz aos múltiplos lados. Insisti para que os diversos atores que lidam de alguma forma com a baía respondessem meus questionamentos, dessem suas opiniões, rebatessem as críticas. Nem sempre obtive êxito. Em suma, calibrei minha bússola com os ensinamentos do mestre Clóvis Rossi, jornalista renomado: “jornalismo é a prática de quatro verbos que qualquer um tem condições de executar: ver, ler, ouvir e contar”. Porque sim, este é um livro- reportagem por essência. No primeiro capítulo, há um breve histórico da baía e suas belezas naturais que teimam em sobreviver. No segundo, o histórico de degradação. A terceira seção é dedicada à discussão das crises política e ambiental nas quais estamos mergulhados. “Eu sou a Guanabara”, o quarto capítulo, traz reflexões de oito personalidades historicamente ligadas ao dia a dia da baía. Por fim, no quinto capítulo, uma avaliação do que esperar da Guanabara durante as competições de vela dos Jogos de 2016. Que o(a) leitor(a) não tenha dúvidas: falar em despoluição da Guanabara quando mais de 1,6 milhão de moradias no Rio de Janeiro sequer são abastecidas por redes de esgoto é peça de ficção. Ou desonestidade. Mas há, sempre há, uma luz no fim do túnel. É possível recuperar a baía. Os resistentes 38 botos-cinza que suas águas abrigam são a prova disso.

Palavras Chaves: Livro Baía de Guanabara megaeventos urbanismo Completo:

Link: Livro – Baía de Guanabara – Descaso e Resistencia – Emanuel Alencar

https://br.boell.org/pt-br/2016/06/13/baia-de-guanabara-descaso-e-resistencia

http://hdl.handle.net/123456789/285

[LIVRO] Capitulo: Gêneros e formatos na televisão brasileira

Titulo: Gêneros e formatos na televisão brasileira

Autor: Jose Carlos Aronchi de Souza

Ano: 2004

Paginas: 196 – 16

Introdução: Baseado numa pesquisa de mais de dez anos, o autor, experiente profissional de televisão, professor de produção e diretor de programas educativos, identifica as características técnicas e de produção dos diferentes gêneros de programa de televisão. Em linguagem clara e acessível, oferece-nos um manual prático para estruturação de programas.

Prefacio: As informações sobre a programação da TV brasileira publicadas neste trabalho foram coletadas durante dez anos, de 1994 a 2003. Este longo caminho até a publicação foi acompanhado de muitas contribuições de colegas que me incentivaram a tornar este livro realidade. Em vários congressos e encontros profissionais, fui indagado sobre a futura publicação do trabalho e informado sobre a carência de estudos sobre gêneros na TV no Brasil. Essas in- formações vieram de profissionais e pesquisadores respeitáveis da área de televisão de locais distantes da minha área de convívio, como Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de várias cidades de São Pau- lo. Cada vez que me informavam sobre o uso de partes do trabalho que estavam disponíveis parcialmente em outros ensaios, minha reação era a de quem assume que deve a publicação completa, mas vai pagar quando puder. Na verdade, eu não acreditava que, depois de tanto tempo, este trabalho apresentado em partes em vários eventos ainda tivesse alguma importância para publicação, ainda que citado na bibliografia de importantes publicações sobre televisão, como Telejornalismo no Brasil, entre outras.

Em 2003, dez anos após o início da pesquisa, participei de dois debates sobre televisão no XXVI Congresso da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), na PUC-Minas. Em ambos os debates, os expositores reconheceram a dificuldade com o tema, pela falta de bibliografia sobre os gêneros na TV. Porém, numa discussão sobre critérios editoriais no telejornalismo, fui surpreendido por uma pesquisadora da Faesa, que, sem conhecer este autor e sem saber que eu me encontrava na platéia, citou minha dissertação de mestrado como uma das poucas referências que tinha sobre gêneros na televisão e por isso aguardava a publicação. Ao ouvir que fiquei famoso por nunca ter publicado a dissertação, resolvi retomar a pesquisa, elaborar a atualização e concluí-la neste livro, visto que os conceitos essenciais sobre a programação da TV não mudaram desde a sua invenção. Portanto, este trabalho deve continuar atual por muito tempo…

O tema gêneros na televisão é, sem dúvida, apaixonante. Para ser sincero, adquiri essa paixão porque, ao me aprofundar nele, cheguei a descobertas fascinantes sobre planejamento, produção, comercialização, transmissão e recepção dos programas de tele- visão. Desenvolvi o trabalho a partir da minha experiência pro- fissional e acadêmica em diversas produtoras de vídeo no Brasil e no exterior e nas redes de TV Globo e Cultura, além de aulas de televisão que ministrei nos cursos de Comunicação Social, nas habilitações em Jornalismo e Radialismo, nas Universidades Es- tadual de São Paulo (Unesp-Bauru), Metodista (Umesp), de Mo- gi das Cruzes (UMC) e Católica de Santos (UniSantos).

Nesses cursos, antes de desenvolver as atividades práticas, fazia com os alunos um reconhecimento de campo dos progra- mas de televisão. Abordava as principais características de cada programa e tentava associá-las a outros de emissoras diferentes. Se não houvesse similares, buscava referência histórica que pu- desse explicar a idéia e o objetivo de cada produção. Isso trazia vários elementos semelhantes entre os programas e dava unifor- midade às linguagens da produção de TV, facilitando a identifi- cação das técnicas e dos recursos utilizados pelos produtores.

Esse foi o caminho didático utilizado para classificar os gêneros de cada programa sem uma reflexão mais aprofundada e rigorosa. Tal dinâmica facilitava a organização e o planejamento de projetos de produção de programas experimentais, pois os alunos tentavam perseguir um gênero e um formato até desenvolverem fórmulas próprias. Mas ainda sentia falta de uma teoria de apoio para a classificação dos gêneros e formatos de toda a pro- gramação da TV.

A ausência de estudos específicos que permitissem classificar os gêneros, bem como suas variações, estimulou este estudo so- bre as categorias, os gêneros e formatos da televisão brasileira, a fim de que servisse como ponto inicial para o ensino de produ- ção de programas para televisão. O objetivo é oferecer subsídios para que estudantes interessados na análise dos conceitos da pro- gramação e os professores das disciplinas técnicas, juntamente com seus alunos, desenvolvam programas de TV com objetivida- de sobre os princípios básicos, obtidos após a identificação das características de cada programa.

Esta pesquisa permitiu identificar 31 formatos aplicados em 37 gêneros distribuídos em cinco categorias. Mesmo com esses números, não tenho a pretensão de fazer um histórico de cada gênero. Assim, muitos programas importantes que fizeram histó- ria no gênero não são citados, porque o objetivo não é esse. O presente estudo justifica-se pela necessidade de organizar os con- ceitos sobre televisão para contribuir com o desenvolvimento do veículo de comunicação de massa mais influente e cada vez mais presente na vida do brasileiro.

O livro permite a leitura utilizando o zapping, pulando trechos, indo direto aos programas ou visualizando os quadros e gráficos que ilustram a pesquisa. Na Abertura, faço algumas considerações sobre o tema central e a importância do ensino de televisão nos cursos de Comunicação e as especificidades das habilitações em Jornalismo e Radialismo. Valorizo o ensino de categorias, gêneros e formatos com a opinião de pesquisadores nacionais e internacionais e dou a receita do tempero da salada de gêneros. Nessa parte, explico a estruturação da pesquisa, com- posta pelo tripé teórico da teoria dos gêneros, da classificação dos programas pelas emissoras e pela análise da programação das sete redes de televisão brasileiras: Cultura, SBT, Globo, Record, Rede TV! (ex-Rede Manchete), Gazeta e Bandeirantes.

O leitor verá retratada uma época da TV brasileira em fase de mudança significativa. Acompanho o período de 1994 a 2003 e faço uma análise mais profunda sobre o ano de 1996, que serviu  de base para a aplicação do método de pesquisa. Durante esses   dez anos, todas as emissoras passaram por momentos que mar- caram sua programação: a Cultura sofreu declínio em razão da forte crise financeira que ainda perdura; o SBT conseguiu, em momentos raros porém em horários importantes, alcançar o primeiro lugar de audiência com programas populares; a Globo diminuiu sua margem na liderança da programação; a Record reformulou a programação sob a direção de um grupo evangéli-  co; o Grupo Bloch vendeu a concessão da Manchete para a nova Rede TV!; a Gazeta encerrou seu contrato com o grupo CNT; e a Bandeirantes deixou de lado seu slogan “o canal do esporte” para investir em outros gêneros.

Para ajudar a entender essa indústria que é a televisão brasileira, no primeiro capítulo apresento as definições teóricas e as relações entre a arte e a comunicação. Surgem aí as primeiras definições dos objetos de estudo, as categorias, os gêneros e o for- mato dos programas. No segundo capítulo, enfoco a sistemática de programação de uma emissora, desvendando o ponto-chave que é a grade horária. Como a televisão se insere num mercado global, no terceiro capítulo traço um panorama dos gêneros de sucesso nas TVs mundiais, abordando a programação da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

Finalizado esse primeiro bloco teórico, faço um rápido inter- valo e passo para o segundo bloco, no qual se encontra a classificação de categorias, gêneros e formatos, que compõe o último capítulo dessa grande novela sobre os programas da TV brasileira. A pesquisa sobre 1996 gerou alguns gráficos que ajudam a compreender as opções de cada emissora no desenvolvimento da sua programação, segundo o perfil adotado por cada rede. Os gráficos e tabelas estão no quarto capítulo, juntamente com a análise das porcentagens de distribuição de cada gênero na grade de pro- gramação das TVs.

Após 1996, acompanhei pela imprensa o desenrolar das programações. Isso serviu de base para a formação de um arquivo de cerca de dois mil artigos que possibilitaram a identificação daqueles 37 gêneros e 31 formatos que compõem os quadros, separados em cinco categorias: entretenimento, informação, educação, publicidade e outros.

O encerramento não poderia ser outro senão as conclusões, que permitem abrir caminho para o estudo dos formatos da TV, assunto cada vez mais importante quando se pensa em produções criativas e inéditas. Espero que o leitor não durma antes de ler o fim. Zap!

Palavras Chaves: Formatos e Generos de TV, Educação e TV, Televisaão e Linguagem.

Link: Generos e Formatos de TV

https://books.google.com.br/books/about/G%C3%AAneros_e_formatos_na_televis%C3%A3o_brasil.html?id=R1lXD47mUCQC&redir_esc=y

(REVISTA BRASILEIRA) Ciencias Politicas. Mídia, Poder e Democracia – ARTIGO

Titulo: Mídia, poder e democracia: teoria e práxis dos meios de comunicação – ARTIGO

Autor: Francisco Fonceca

Ano: 2011

Introdução: Os conflitos sociais, das mais variadas ordens, são possibilitados na democracia pelas instituições e pelas normas legais, assim como pelos pac- tos entre as classes sociais. Nesse sentido, não deixa de ser um truísmo a constatação de que, independentemente da forma e do sistema de governo uma democracia só poderá assim ser considerada se na esfera pública os diversos interesses puderem se manifestar: por esfera pública entendemos a arena em que se mesclam interessem comuns e de classes, “comuns” quanto à lógica da Nação, da identidade nacional, do Estado nacional, e “de classes” no que tange a interesses sociais imanentemente distintos, embora possam, em determinadas conjunturas e dependendo dos arranjos políticos, se as- semelharem (Offe, 1984).

Considerando que essa premissa não necessita ser aprofundada, é fato que a mídia – entendida como o complexo de meios de comunicação que envolve mensagem e recepção, por formas diversas, cuja manipulação dos elementos simbólicos é sua característica central (Eagleton, 1991) – representa uma forma de poder que, nas sociedades “de massa”, possui papéis extremamente significativos, tais como: influir na formação das agendas públicas e governa- mentais; intermediar relações sociais entre grupos distintos (Capelato, 1988); influenciar a opinião de inúmeras pessoas sobre temas específicos; participar das contendas políticas, em sentido lato (defesa ou veto de uma causa, por exemplo) e estrito (apoio a governos, partidos ou candidatos); e atuar como “aparelhos ideológicos”1 capazes de organizar interesses. Quanto a esses, em determinadas circunstâncias atuam à guisa de “partidos políticos” ou “inte- lectuais coletivos e orgânicos” de grupos específicos (Coutinho, 1994). Esses papéis são ocultados sob o lema do “dever da informação”, que seria “neutra”, “independente”, “apartidária” e “a-ideológica”, características invariavelmente alegadas pelos órgãos da mídia ao retratar, de forma cabotina, sua atuação.

Dessa forma, a mídia, ao participar da esfera pública como “prestadora de serviços”, isto é, como entidades de “comunicação social”, teria uma função imprescindível nas democracias: informar sobre os acontecimentos levando às pessoas uma gama de dados que, sem esse serviço, não teriam condição de conhecer outras realidades que não as vivenciadas ou relatadas por pessoas próximas2. Mais importante, os órgãos da mídia fariam a fisca- lização do Estado, exercendo assim a forma mais bem acabada de “controle social”: em relação ao dinheiro público, às ações públicas, numa palavra, aos negócios públicos.

Note-se, contudo, que os órgãos da mídia – emissoras de tv, rádios, jornais, revistas, portais – atuantes na esfera pública são em larga medida empresas privadas que, como tal, objetivam o lucro e agem segundo a lógica e os in- teresses privados dos grupos que representam. Embora a ação da mídia seja complexa, essas características são cruciais para uma definição inicial dessa relação entre agentes privados e esfera pública. Afinal, se todos os possui- dores de poder precisam ser responsabilizados – à luz do liberalismo de Os federalistas, o que implica a teoria dos “freios e contrapesos” –, tais como os agentes públicos e mesmo outros agentes privados, para os quais há meios de fiscalizar-lhes, e se a atuação dos órgãos da mídia tem como pressuposto a lógica privada, a questão que se coloca é: como compreender a sua atuação na esfera pública, em que a democracia é elemento-chave?

Tomando-se esses elementos como fundantes para a compreensão do papel da mídia na democracia, sobretudo na democracia brasileira ao longo do século XX, observaremos as seguintes questões neste texto: a constitui- ção da “política informacional” no século XX e a construção da “sociedade midiática”; as teorias políticas sobre a democracia e as falsas confluências estabelecidas entre mídia e democracia; a necessidade de um marco con- ceitual capaz de compreender seu papel; o papel dos grandes periódicos na formação da agenda neoliberal e perante o conflito distributivo (entre capital e trabalho) nas décadas de 1980 e 1990.

Link: Ensaio sobre – Midia, poder e democracia_ Francisco Fonseca

Revista Brasileira de Ciência Politicas – Brasilia/Brasil

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0103-3352&lng=en&nrm=iso

[ARTIGO] Formatos de Programas de TV – Utopia ou Realidade?

Titulo: FORMATOS DE PROGRAMAS DE TV: utopia ou Realidade

Autor: Gustavo H. Piva Luiz de Andrade

Ano: 2005

Paginas: 30

Introdução: A indústria da televisão nos dias atuais é extremamente competitiva. Na  intensa disputa pela preferência do telespectador, reality shows, quiz shows, game shows e talent shows têm assumido um papel cada vez mais relevante na programação das emissoras. Seguindo esta tendência, empresas de todo o mundo vêm buscando inserir programas do gênero em suas grades e optam muitas vezes pelo licenciamento de formatos de programas já testados em outros países. O licenciamento de formatos de programas televisivos é uma indústria que atualmente movimenta muitos milhões de dólares. Programas como Who Wants to Be a Millionaire?1, da inglesa Celador Productions, Survivor, da também inglesa Castaway Television Productions, e Big Brother2, da  holandesa Endemol, já tiveram seus formatos licenciados para emissoras de dezenas de países, transformando-se em extraordinárias fontes de renda para seus respectivos idealizadores. E a receita auferida não se limita ao licenciamento em si. Atualmente, muitos destes programas são acompanhados de forte carga de merchandising e são decididos pelo público por meio de ligações, o que maximiza ainda mais o enorme valor comercial dos seus formatos. Um mercado de tal magnitude, claro, atrai a atenção de concorrentes que, muitas vezes, ao invés de optarem pelo licenciamento dos formatos e pagarem os royalties correspondentes, desenvolvem programas semelhantes que passam a concorrer diretamente com os programas originais.

Tal conduta naturalmente colide com os interesses das empresas produtoras dos formatos e dos seus licenciados, sendo precisamente nesse contexto que surge um dos temas mais atuais e controversos da área de propriedade intelectual: a proteção dos formatos de programas de televisão. Com efeito, até onde vai a idéia e começa a expressão? Até que ponto um programa baseado nos mesmos elementos do programa de um concorrente é uma infração e, como tal, deve ser reprimida pelos aplicadores do direito?

O objetivo do presente trabalho é examinar a questão da proteção dos formatos de programas de TV e de todas as dificuldades a ela inerentes. Como veremos, tribunais de diversos países têm hesitado em reconhecer que formatos de programas estão inseridos no rol das obras intelectuais legalmente protegidas. Outros tribunais, contudo, recentemente se posicionaram de maneira distinta, aquecendo ainda mais a já grande discussão sobre a matéria.

Palavras Chaves: TV-Competitiva, Discussão e Conflito, Merchandising, Formatos licenciados

Artigo Completo: Artigo. – Formatos de Programas de TV – Utopia ou Realidade – Gustavo H.P. Luiz de Andrade

https://www.facebook.com/pg/IDS-Instituto-Dannemann-Siemsen-927891870613992/posts/

[ARTIGO] A Formação de pesquisadores e profissionais do Audiovisual: O papel da Universidade e do Mercado

Titulo:  A FORMAÇÃO DE PESQUISADORES E PROFISSIONAIS DO AUDIOVISUAL: O PAPEL DA UNIVERSIDADE E DO MERCADO

Autora:  Doris Fagundes Haussen – Faculdade de Comunicação Social da PUC do Rio Grande do Sul

Ano: 

Paginas: 08

A discussão sobre o perfil do profissional de audiovisual a ser preparado pelas Escolas de Comunicação passa, inevitavelmente, pela discussão sobre o mercado em que estes profissionais irão se inserir. Neste sentido, faz-se necessário uma avaliação sobre o contexto cultural mais amplo, a população, a indústria cultural instalada, as escolas de comunicação existentes, as diretrizes curriculares, entre outros fatores. No caso brasileiro, a população é de cerca de 160 milhões de habitantes, sendo que 85,1% dos lares possuem TV. Das seis grandes redes de televisão do país, a Globo cobre 99,99% do território, o SBT, 97,46%, a Bandeirantes, 91,66%, a Manchete, 72,80%, a Record, 69,02% e a CNT, 41,00% (Fonte: Revista da Mídia, 1997). A Globo possui 104 repetidoras próprias, 832 retransmissoras próprias, 1474 retransmissoras de prefeituras, 266 de outros em geral, 502 por satélite. No total, possui 3178 pontos de retransmissão (Fonte: Simon.P.(rel.)(1998).
Por seu lado, a TV segmentada conta com a MTV, de música jovem, que alcança mais de 250 municípios brasileiros; a Rede Mulher, destinada ao público feminino, adulto, que retransmite para todo o país por TV a Cabo e canal aberto por satélite; a Rede Vida, dirigida à família, atingindo mais de 150 municípios e 600 localidades com retransmissoras secundárias; o Canal 21, de prestação de serviços, dirigido ao interior de São Paulo, e a CBI, também de serviços, cobrindo 26 municípios do interior de São Paulo, entre outras.(Fonte: Revista da Mídia,1997) .

Os canais de TV por assinatura têm a sua penetração maior no sudeste (39,95%) e sul do país (13,16%), havendo 55 cidades com TV a Cabo e nove cobertas pelo sistema MMDS (a TVA conta com 270 mil assinantes) (Fonte: Simon, P.(1998)). Neste setor, atualmente os grupos regionais estão vencendo a maioria das licitações devido ao recuo dos grandes grupos operadores – Abril e Globo.

Segundo análise da EPCOM/Internet(1998), com as crises internacional e brasileira, o mercado nacional de TV por assinatura, que chegou a ser considerado o melhor do mundo, pelas possibilidades de expansão, entrou em recesso, com inadimplência e perda de assinantes. Também contribuiu para a retração a dificuldade de obtenção de financiamentos no mercado internacional, e a privatização da Telebrás que, além de absorver investimentos, terá as novas empresas privadEscolas de Comunicaçãoas atuando fortemente no mercado de transmissão de dados e provimento de serviços de acesso à Internet, segmento em que as operadoras de TV por assinatura pretendiam entrar. No entanto, os grupos Globo e Abril continuam dominando o mercado de programação e controlando os pacotes que as operadoras terão no Brasil para oferecer. “Ocorre assim no país, uma tendência internacional: as empresas regionais e independentes bancam os investimentos iniciais, desbravam os mercados para, depois, sem possibilidade de resistir, serem adquiridas pelos grandes conglomerados” (idem). Os canais comunitários, por sua vez, encontram-se em fase de expansão. Uma experiência interessante está sendo realizada na região do ABC paulista.

Palavras Chaves: 

Artigo Completo: Artigo . A Formação de Pesquisadores e profissionais do Audiovisual

http://aneste.org/a-formaco-de-pesquisadores-e-profissionais-do-audiovisual-o-pa.html

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